terça-feira, 8 de julho de 2008
Eufemismos
Sou um homem sem dúvidas. Morrerei só, ou pelo menos sem ti, que dizer é o mesmo. Terei vivido infeliz, o que mesmo é dizer que com outra pessoa e a pensar em ti. Terei duas casas, vários carros, outros tantos filhos. E nada disso importará. Porque de cada vez que me deitei, eras tu em que eu pensava. E de cada vez que eu adormecia, eu sabia que outro homem te tocava, te sentia, te penetrava. Apagavam-se as luzes, com elas iam os sonhos. Restava a vida que, já se sabe, foi sempre infeliz.
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2 comentários:
Porque é que ler isto me dói tanto?...
Eu deitei a trabalhar mais, a correr e a praticar desporto. Mas ainda me custa nas horas mortas, claro. E como vai ser nas férias? ui.
Como escreveu Drummond de Andrade:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
abraço
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