segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Eufemismo
Ontem à noite passei por tua casa. Mesmo sabendo que já não estás lá. Toquei à campainha, contei até dez, e olhei para a janela do teu quarto. Mostrei-me impaciente como sempre, bati com o pé nas lajes de cimento, maldizi o facto de nunca estares despachada (o cabelo, a maquiagem, os saltos altos, os óculos limpos como cristais), e esperei. Um dois muitos minutos. Ao final, a tua mãe apareceu na rua, vinha com sacos de compras nos dois braços castigados pelas seringas. Não me reconheceu, eu tão pouco a abordei para dizer que te esperava.
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